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PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

Olá, tudo bem? É fundamental que todo professor domine sobre como ocorre o processo de alfabetização, identifique cada hipótese psicogenética da escrita e cada etapa de aquisição da leitura, para que possa selecionar instrumentos para aplicar intervenções de maneira criteriosa, atendendo as necessidades de cada aprendente, respeitando o ritmo de aprendizagem e validando as produções de maneira individualizada.

 

Um dos maiores danos que se pode causar a uma criança é levá – la a perder a confiança na sua própria capacidade de pensar. Emília Ferreiro.

O processo de construção da escrita acontece através da leitura de mundo que é oportunizada a criança, ou seja esse momento que envolve a alfabetização não depende apenas do ambiente escolar e não é de responsabilidade apenas do educador, pois a família que oferece diversos gêneros textuais, apresenta interesse pela leitura e ao se deparar com os espaços sociais informa a criança sobre o que está visualizando, desta forma a mesma também está contribuindo com este processo que envolve a alfabetização. Como por exemplo: explicar sobre o significado das placas de trânsito, ler os outdoors, ler as placas de comércios, etc…

 

Muitos pesquisadores e estudiosos da área da aprendizagem da leitura e da escrita defendem que os conhecimentos infantis a respeito da linguagem escrita começam a se desenvolver antes da inserção da criança no processo formal de alfabetização, destacando ainda a existência de um conjunto de competências cognitivas e linguísticas consideradas facilitadoras da aprendizagem da leitura e da escrita, (Whitehurst & Loningan 2003; Semeghini-Siqueira, 2011; Viana & Ribeiro, 2014).

 

É importante destacar os pré requisitos para o processo de alfabetização:

  • Habilidades psicomotoras, deve – se priorizar: coordenação motora fina, movimento, conhecimento corporal, organização do espaço gráfico,

  • Habilidades Atencionais;

  • Habilidades Sensoriais, entre tantas outras…

 

Quadro – Resumo da Profa. Daniela Trigo de Moraes.

HIPÓTESES PSICOGENÉTICAS DA ESCRITA.

PICTÓRICA

Hipótese anterior ao processo de construção da escrita. Faz uso de imagens e ou (desenhos – garatujas) para se comunicar.

PRÉ – SILÁBICA

1 – Não diferencia números de letras e formas.

2 – Utiliza apenas letras e de preferência do seu contexto de realidade (letras do seu próprio nome) e associa a quantidade de letras com o tamanho do objeto.

SILÁBICA

  • Sem valor sonoro:Utiliza letras aleatórias e ao ler realiza pausas, usando um até três registros (letras) por pausa.

  • Com valor sonoro:Inicialmente utiliza as vogais para cada pausa ao ler e escrever e gradativamente faz uso das consoantes respeitando apenas o som de cada letra.

SILÁBICA ALFABÉTICA

É um momento de transição que normalmente é confundido com erros ortográficos, mas na verdade é uma fase para se tornar alfabético, com isso apresenta recaídas principalmente nas construções textuais.

ALFABÉTICA

Já faz uso da escrita formal, já consegue se expressar ao escrever, inicialmente necessita de intervenções ortográficas.

 

Nessa construção, a criança passa por etapas importantes consideradas muitas vezes “erradas” do ponto de vista convencional, mas “certas” para ela, porque são lógicas e, sobretudo, necessárias, “erros construtivos”.

Emília Ferreiro defende que a aprendizagem da língua escrita requer um esforço cognitivo que se processa a partir de problemas essencialmente conceituais enfrentados pela criança. Sendo que, tradicionalmente os educadores consideram que a alfabetização depende única e exclusivamente do amadurecimento de certas habilidades motoras, perceptivas e discriminatórias.

A possibilidade de escrever está vinculada ao exercício mecânico de desenhar ou reproduzir graficamente as letras. Tal distinção é fundamental, pois quando a escrita deixa de ser compreendida como uma simples transição gráfica e passa a ser concebida como um sistema de representação da linguagem, a alfabetização assume o caráter de aprendizagem conceitual e não apenas técnica, sendo uma efetiva conquista de saber.

Ao oferecer esses estímulos está propiciando um alicerce estruturado para o educador oferecer conceitos e informações que consequentemente de maneira gradativa a criança terá subsídios para construir a cada dia suas hipóteses sobre o sistema da escrita e tornar – se alfabética.

 

Quadro – Resumo da Profa. Daniela Trigo de Moraes.

HIPÓTESES DA LEITURA.

PICTÓRICA

Interpreta e cria situações através das imagens.

SOLETRADA

Realiza a leitura apenas das letras, dos números e ou imagens, com isso nomeia – os, mas não interpreta, pois não forma palavras.

CLAUDICANTE

Realiza de maneira muito pausada, silabicamente, com isso apresenta dificuldade de interpretação.

FLUENTE

Realiza a leitura de maneira adequada, faz uso de: pausas, entonações e respeitando as pontuações, consequentemente apresenta uma interpretação com qualidade.

E após esse momento surge outra etapa que é o processo que envolve a elaboração das construções textuais condizentes com seu contexto de realidade social, cultural e emocional, conforme sua faixa etária.

Em relação à linguagem, torna – se falante de sua língua materna, porque observa atentamente, o que se fala à sua volta e nessa observação, estabelece relações, busca regularidades, faz generalizações, recria sua linguagem.

 

Segundo Paulo Freire… Não basta saber ler que: Eva viu a uva. É preciso compreender a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho…

Ou seja, a criança, além de conseguir transferir o seu pensamento para o papel é necessário estabelecer interpretação e uma função social a este registro, e o educador precisa entender como a criança percorre esse processo para poder intervir enquanto mediador de aprendizagem.

 

É primordial que todos os professores estabeleçam uma rotina de estudo, pesquisa, envolvendo uma visão política, cultural e de prática educacional de qualidade, pois esta situação cabe a todos nós que acreditamos na educação.

A iniciativa gera mudanças, com isso não podemos apenas aguardar que o sistema mude, lamentar, sermos céticos, racionais e radicais. Precisamos fazer a nossa parte, resgatar a afetividade, o olhar individualizado, o prazer em aprender e acreditar que nós somos capazes de fazer o melhor. Daniela Trigo

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Referências bibliográficas

SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2008.

FERREIRO, Emília. Alfabetização em processo. (Trad.) de Sara Cunha Lima e Marisa do Nascimento Paro. 15. ed. São Paulo: Cortez, 2004.

____________, Emília. Alfabetização em processo. 5º ed. Petrópolis. Ed Cortez. 1989.

_____________.e TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. 4º ed. Porto Alegre. Ed Artes Médicas. 1991.

FREIRE, Paulo. Alfabetização – leitura do mundo, leitura da palavra. São Paulo: Paz e Terra, 2002.

Aguardo sua PARTICIPAÇÃO com comentários, dúvidas, CURTA e COMPARTILHE CONHECIMENTO!

Post Author
Daniela Trigo

Comments

2 Comments
  1. posted by
    Maria Silva de Jesus
    out 25, 2016 Reply

    Amei as informações

    • posted by
      admin
      out 29, 2016 Reply

      Obrigada! Beijocas.

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