Subscribe to newsletter

Subscribe to the newsletter and you will know about latest events and activities. Podpisyvayse and you will not regret.

Hiperpaternidade e os extremos interferem na inteligência dos filhos!

Olá, tudo bem? Hiperpaternidade e os extremos interferem na inteligência dos filhos! É importante refletirmos sobre nossas ações, pois mesmo com a intenção de oferecer o melhor, muitos pais estão na busca da dosagem adequada, dos ingredientes necessários entre: atenção, oferecer limites, propôr rotina, proporcionar afeto, entre outras situações, mas devemos ressaltar a necessidade de estimularmos a autonomia e a independência.

 

O educador e psicólogo Marcos Meier aborda sobre a Hiperpaternidade Pais superprotetores interferem na inteligência das crianças, ASSISTA ESSE VÍDEO!

 

 

É natural que muitos pais vivenciem a culpa pelo fato de não estar em tempo integral com seus filhos e com a intenção de compensar, oferece tudo que está ao seu alcance de maneira até mesmo impulsiva, mas se faz necessário levantar alguns questionamentos referente a esta atitude.

 

Como por exemplo:

  • Será que oferecer aos filhos, tudo o que está ao alcance dos pais é realmente oferecer qualidade de educação e afeto?

  • Será que desta forma estão oferecendo valores aos seus filhos?

  • Existe critérios ao selecionar os brinquedos, jogos, etc…, ao presentear seus filhos?

Bom, realmente há tantos outros questionamentos, pois acredito muito que podemos oferecer qualidade de tempo, mesmo não tendo quantidade de tempo, temos outros caminhos para que possamos rever prioridades. Daniela Trigo.

Marcos Meier aborda sobre OS EXTREMOS de perfis parentais. ASSISTA ESSE VÍDEO!

 

 

Existem 2 tipos mais conhecidos de superproteção: a simbiótica e a parasitária, a primeira é quando mãe e filho não conseguem separar-se, a outra é quando a mãe tem dependência de estar grudada onde o filho estiver, isso pode ser na escola, nas aulas de esportes, na faculdade… Chega-se a um extremo em que a mãe chega a seguir o filho mesmo sem ele saber.

Então como podemos verificar se esta superproteção não está prejudicando toda família e como resolver este problema?

1- Comportamento

 

  • Alguns comportamentos devem ser avaliados com cuidadosa reflexão.

  • Medo dominador de que os filhos se machuquem brincando.

  • Seus filhos vão querer e precisarão brincar. Algumas vezes vão se machucar, arranhar o joelho, machucar o pé, mas é totalmente normal. Crianças e jovens pulam, correm, se penduram nas coisas e é totalmente comum vez ou outra machucarem-se, mas também sua recuperação é rápida, pois são jovens, cheios de energia, então não é necessário os pais agirem cheios de cuidados exagerados.

  • Fazer as responsabilidades de seu filho no lugar dele/a, como fazer as tarefas, escovar seus dentes (falamos disso quando a criança já possui maturidade suficiente para executar essas ações sozinha), cortar seu bife, colocar comida na boca dele/a, dar banho, trocar a roupa, amarrar os cadarços, etc. Geralmente os pais os tratam como se fossem bebêzinhos que não têm nem a fala nem coordenação motora desenvolvida para desempenharem esse papel sozinhos.

  • Pais que enchem seus filhos de elogios com o intuito de convencê-los das coisas que eles como pais querem que eles executem.

  • Proibição de passeios escolares, já que eles não poderão estar presentes.

  • Toda atitude controladora em demasia que sufoca e impede o desenvolvimento e a independência dos filhos, pode ser denominada obsessão.

  • Obsessão, segundo o dicionário significa, perseguição, mania, ideia fixa, impertinência, alienação, transtorno, compulsão, embirração, extravagância, inoportuno, entre tantos outros.

2- Como isso afeta os filhos?

 

  • Geralmente quando os filhos são criados com base nas descrições citadas, é comum que tornem-se pessoas inseguras, inquietas ou quietas demais, indivíduos que tenham muito medo, que não consigam se socializar bem, ou tornem-se pessoas revoltadas ou agressivas, sem gostar de obedecer regras e valorizar o tempo em família, cada pessoa pode ter reações bem diferentes. Em vez de haver uma aproximação com a família, pode desenvolver desejo de isolamento familiar.

  • Tudo isso pode ser evitado com uma proteção cuidadosa, mas, equilibrada; os filhos precisarão aprender, andar com suas próprias pernas, trabalhar, para que consigam enfrentar os desafios do mundo quando os pais não estiverem mais por perto.

3- Sentimento de culpa

 

  • Sentimento esmagador de culpa pelas falhas dos filhos. É claro que nem sempre eles vão acertar, nem sempre vão tirar nota 10 nas matérias, mas os pais tem que entender que falhar faz parte do processo de aprendizagem da criança ou adolescente, não há necessidade dos pais se autoafligirem ou ficar em um processo chamado punição mental, onde toda hora criticam a si mesmos, dessa forma não há harmonia, paz interior e nem estará ajudando seu filho a superar as falhas.

4- Síndrome do ninho vazio

 

  • É uma síndrome conhecida por fazer sofrer em excesso quando o filho/a está ausente. Essa síndrome é marcada por sentimentos de inutilidade e vazio que tomam conta de pais e mães que constroem suas vidas baseados na dependência maternal ou paternal e sentem-se perdidos diante da ausência deles, como se não tivessem mais objetivos na vida; isso acontece muito quando eles casam ou saem para viajar ou a trabalho.

 

5- Sintomas a ser cuidados

 

  • Angústia.

  • Muita ansiedade.

  • Falta de sono constante por medo de algo ruim acontecer.

  • Pensamentos negativos a todo instante de que se não ligaram é porque foram atropelados, desmaiaram na rua, se feriram ou estão no hospital.

  • Insegurança.

6- O que fazer?

 

  • Controlar-se em primeiro lugar.

  • Evitar ficar ligando de uma em uma hora para saber onde estão, o que estão fazendo e com quem estão.

  • Conversar bastante sobre suas dificuldades tanto com o cônjuge, como com os filhos, se já tiverem idade para compreender e ajudar.

  • Permitir que eles se ausentem de sua presença para ir a passeios, acampamentos, e desenvolver outras atividades como esportes que os ajudem em seu desenvolvimento social.

  • Permissão para namorar na idade recomendada, de preferência a partir dos 16 anos que é quando os jovens já estão mais amadurecidos para compreenderem regras, direitos e deveres.

  • Os pais devem dar as ferramentas para que os filhos desenvolvam as próprias defesas e façam escolhas.

  • Os pais precisam demonstrar que confiam em seus filhos.

  • Orientar, não manipular.

  • Se houver muita dificuldade em resolver esse problema que virou obsessão, o mais indicado é procurar ajuda de um profissional na área de psicologia que vai lhe orientar a como vencer esses desafios interiores.

  • O essencial é cuidar com amor; superproteção com base em obsessão não faz bem. Hábitos simples, com ternura e compreensão de todos, fortalece as famílias, ajuda a superar as barreiras e lutar para o melhor, lembrando que o primeiro passo é reconhecer e o segundo, mudar!

7- Equilíbrio

 

  • Ter equilíbrio na vida sob qualquer aspecto é um bem a ser encontrado. Autotortura, ansiedades extremas, compulsões, obsessões, não é bom nem saudável. Qualquer pessoa pode buscar mais qualidade de vida por meio simples, como:

  • Condicionamento da mente.

  • Eliminando velhas manias que são prejudiciais

  • Fazendo exercícios físicos ou aeróbicos que ajudam a extravasar as tensões e traz mais sensação de bem-estar.

  • Conversando com amigos sobre o problema.

  • Com passos simples, mas determinados, é possível vencer medos e dificuldades e buscar esse equilíbrio que torna a vida de todos melhor.

Te convido a refletir sobre as situações, as quais me deparo em consultório e ao realizar consultoria em escolas, claro que mesmo sabendo que todos buscam o caminho do acerto, vejamos:

Ao ter contato com um caso de 8 anos que apresenta dificuldade de aprendizagem, não apresenta iniciativas em sala de aula, extrema dependência, inclusive em sua assepsia ao ir ao banheiro, ao organizar sua lancheira para degustar seu lanche, espera a professora para ajudá – lo e quando a mesma solicita que tente fazer sozinho, faz uso do choro. Ao conversar com a família descobri que a criança ainda toma mamadeira para dormir, dorme com os pais, a mãe realiza sua assepsia e o veste, além de alimentá – lo na boca.

Ou seja, a família está oferecendo cuidados em excesso que na faixa etária que a respectiva criança se encontra está sendo prejudicial para o seu próprio desenvolvimento cognitivo, emocional e social. Com isso, a família está sendo orientada e à escola está obtendo bons resultados mediante as mudanças de hábitos da rotina e das atitudes da família.

Outro caso, uma criança de 5 anos que fica na escola período integral, apresenta muita dificuldade em se comunicar com os amigos e a professora, pois não consegue se expressar, além de não manter seu foco atencional e não demonstrar interesse por qualquer situação de aprendizagem, mesmo sendo no contexto lúdico. A família relatou não ter o hábito de conversar com o filho, sair para passear ou de realizarem uma refeição ao dia em família, pois a mesma tem uma rotina de ir trabalhar, buscar o filho na escola e ao chegar em casa ficar no computador e jantar de frente ao aparelho.

Ou seja, estou citando dois casos extremos, no que se refere a cuidados, a respectiva família também está sendo orientada e a mesma está conseguindo inserir momentos de atenção, lazer e aos poucos a escola está se deparando com bons resultados.

Citei esses dois casos de maneira muito sucinta, mas com o objetivo de levar os pais a refletirem sobre suas atitudes e analisar melhor a rotina que está proporcionando para sua família, pois muitas vezes seus filhos são rotulados, diagnosticados, mas na verdade a essência do desenvolvimento e da educação de qualidade está no alicerce familiar que necessita proporcionar uma parceria com a escola e acreditar no trabalho que a mesma oferece para que possam caminhar juntos em prol de uma educação realmente completa e de qualidade para todas as crianças.

Espero ter colaborado em uma reflexão construtiva, com a intenção de viabilizar mudanças de hábitos, pois acreditem que todos são capazes de rever atitudes e oferecer uma melhor qualidade de vida aos seus filhos.

 

Deseja fazer um CURSO sobre ALFABETIZAÇÃO?

ACESSE abaixo o link do meu curso.

https://pages.hotmart.com/d8229538y/curso-alfabetizacao-e-letramento/

 

Referências Bibliográficas

FEUERSTEIN, R.; KLEIN, P. S.; TANNENBAUM, A. J. Mediated learning experience (MLE):Theoretical, Psychosocial And Learning Implications. London: Freund, 1994.

_____. Teoria de la Modificabilidad Cognitiva Estructural. In: Es modificable la inteligencia? Madrid: Editora Bruno, 1997.

_____. Instrumental Enrichment. Baltimore, Instrumental Enrichment. Baltimore Md.: University Park Press, 1980.

FONSECA, V. DA. Aprender a Apr ender a Aprender: a educabilidade cognitiva. Porto Alegre: a Artmed, 1998.

OLIVEIRA, Marta Kohl de. Vygotsky e o processo de formação de conceitos. In: Piaget, Vigotski, Wallon – Teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo: Summus, 1992.

Fontes e créditos:

www.famifi.com/pt

canal do educador e psicólogo Marcos Meier

https://www.youtube.com/channel/UCrFqDm31B-00F8V-TCIj3cA

Post Author
Daniela Trigo

Comments

4 Comments
  1. posted by
    maria
    fev 12, 2016 Reply

    Sem dúvida, a corrida pelo ter, abandona o ser.
    Aspectos como esse são situações que ilustram a realidade que resulta em dificuldades na escola.
    Muitos pais ainda, na busca de compensação, acabam criando
    Para os filhos, uma rotina de multiplas atividades, deixando o convivio familiar esquecido.
    Outros, que não dispõem do minimo necessário, saem para trabalhar e deixam os filhos menores aos cuidados dos maiores, que muitas vezes ainda são crianças, também.
    Então, a escola acaba abraçando situações e buscando soluções, que inclusive entram em outras áreas, tentando oferecer um bom aprendizado a seus alunos.

    • posted by
      admin
      fev 12, 2016 Reply

      Realmente nos deparamos com diversas situações. Obrigada pela participação! Beijocas.

  2. posted by
    Monise
    fev 18, 2016 Reply

    Daniela, seu texto é realmente um chamado à reflexão. Sou fonoaudióloga, e você como eu deve conviver com muitos “formatos” familiares diferentes. Muitas vezes, o olhar é ATRAVÉS dos filhos e não PARA os filhos… Isso é o que eu mais sinto atualmente… Também sou mãe, e sei o quanto é difícil a rotina familiar atual, mas entender que o SEU stress tem que ser SEU e não do seu filho, já poderia ajudar muito… Quem não olha para o filho mais do que olha para o seu celular, não imagina o que perde… Fica aqui o olhar de alguém que enxerga os dois lados e não escreve para criticar e sim para “tocar” os corações maternos e paternos. Concordo plenamente: O SER é tudo que se pode deixar de herança para seu filho… o TER é perecível.

    • posted by
      admin
      fev 21, 2016 Reply

      Olá querida, muito obrigada por sua excelente contribuição e carinho! Beijocas.

Leave A Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *