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O pensamento de Emilia Ferreiro sobre alfabetização

Olá, tudo bem? Te convido a conhecer um pouco mais sobre O pensamento de Emilia Ferreiro sobre alfabetização, com o objetivo de contribuir para a compreensão de um importante momento da história da alfabetização no Brasil, analisam-se aspectos do pensamento da pesquisadora Emilia Ferreiro sobre alfabetização, com ênfase em suas concepções a respeito do processo de construção do conhecimento da língua escrita, por parte de crianças, que resultam de sua pesquisa sobre a psicogênese da língua escrita, fundamentada na Epistemologia Genética de Jean Piaget e na Psicolingüística de Noam Chomsky, e que tiveram significativa repercussão no Brasil e em diversos paises, a partir de meados dos anos de 1980.

 

Há vídeos, biografia de Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, além de uma breve resenha do livro que é a “bíblia” da alfabetização: A psicogênese da língua escrita. Boa leitura!

 

 

Emilia Ferreiro, aborda no vídeo abaixo sobre a importância de valorizar que as crianças escrevam conforme suas ideias.

Emilia Ferreiro ganhou prestígio por desenvolver, com seus colaboradores, pesquisa empírica que lhe permitiu formular a teoria sobre a psicogênese da língua escrita, a qual foi divulgada em diversos países, dentre eles, o Brasil. Sua atuação profissional revela, também, o compromisso político em contribuir na busca de soluções para se enfrentar o problema do analfabetismo.

Emilia Ferreiro, aborda no vídeo abaixo sobre a Consciência fonológica enquanto pré-requisito para escrever.

 

Emília Ferreiro e Ana Teberosky, orientadas por Jean Piaget, relatam o processo teórico das Hipóteses Psicogenéticas da escrita ilustrando com exemplos práticos para melhor compreensão dos leitores. Utilizando os resultados da psicolinguística contemporânea e a teoria psicológica e epistemológica de Piaget como marco de referência, as autoras mostram como a criança constrói diferentes hipóteses do processo de construção da escrita, antes de chegar a compreender as hipóteses de base do sistema alfabético.

 

Emilia Ferreiro, aborda no vídeo abaixo sobre as expectativas dos professores sobre os alunos.

 

Segue sugestões de atividades para cada hipótese da escrita,

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Intervenções para ultrapassar cada hipótese da escrita!

 

 

Biografia das pesquisadoras

 

Emilia Ferreiro

É psicóloga, pesquisadora e escritora argentina, radicada no México. Através da psicolinguística desvendou os mecanismos pelos quais as crianças aprendem a ler e escrever.

Emilia Beatriz Maria Ferreiro Schavi nasceu em Buenos Aires, Argentina, no dia 5 de maio de 1936. No fim dos anos 60, formou-se me Psicologia pela Universidade de Buenos Aires. Fez o doutorado na Suíça, sob a orientação do psicopedagogo Jean Piaget, dentro da linha de pesquisa inaugurada por Hermine Sinclair, que Piaget chamou de Psicolinguística Genética. Em 1971, Emília voltou para a Universidade de Buenos Aires, onde constituiu um grupo de pesquisa sobre a alfabetização, do qual faziam parte Ana Teberosky, Alícia Lenzi, Suzana Fernandez, Ana Maria Kaufman e Lílian Tolchinsk.

Em 1977, após o Golpe de Estado que derrubou a presidente Isabel Perón em 1976, na Argentina, Emilia Ferreiro se exilou na Suíça, levando consigo os dados das pesquisas que realizou com sua equipe, sobre a psicogénese da língua escrita, campo não estudado por seu mestre. Passou a lecionar na Universidade de Genebra. Nessa época, iniciou uma pesquisa, com a ajuda de Margarida Gómez Palácio, sobre as dificuldades de aprendizagem das crianças de Monterrey, no México.

Em 1979 mudou-se para o México na companhia do marido, o físico e epistemólogo Rolando García. Neste mesmo ano, publica o livro, “Los Sistemas de Escritura em el Desarrollo del Ninõ”, em coautoria com Ana Teberosky. Em 1982 publicou com Margarida Gómez Palácio o livro, “Nuevas Perspectivas Sobre los Proceesos de Lectura y Escritura”, resultado das pesquisas feitas com mais de mil crianças. Publicou obras que reúnem experiências na área de alfabetização realizadas na Argentina, Brasil, México e Venezuela: “La Alfabetización em Processo” (1985), “Psicogênese da Língua Escrita” (1986) e “Los Hijos del Analfabetismo (Propuestas para la Alfabetizacíon Escolar em América Latina)” (1989).

Em suas pesquisas Emilia Ferreiro procurou observar como se realiza a construção da linguagem escrita, na criança. Os resultados indicam que ao se conhecer a maneira como a criança concebe o processo de escrita e as teorias pedagógicas e metodológicas, se possa apontar o caminho para que se desmistifiquem certos mitos vigentes em nossas escolas. O termo construtivismo começou a ser divulgado no Brasil no início da década de 80. Tanto as descobertas de Piaget como as de Emilia levaram à conclusão de que as crianças têm um papel ativo no aprendizado. Elas constroem seu próprio conhecimento – dai a palavra construtivismo.

milia Ferreiro recebeu diversos prêmios, entre eles: Doutor Honoris Causa da Universidade de Buenos Aires, em 1992, a “Medalha Libertador da Humanidade”, da Assembleia Legislativa da Bahia, em 1994, prêmio já atribuído a Paulo Freire e a Nelson Mandela, Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, em 1995, Doutor Honoris Causa da Universidade Nacional de Córdoba, em 1999, Doutor Honoris Causa pela Universidade Nacional de Rosário, em 2000, a Ordem Nacional de Mérito Educativo, do governo brasileiro e Doutor Honoris Causa da Universidade de Comahue, em 2003. Atualmente a psicóloga é professora titular do Centro de Investigação e Estudos Avançados do Instituto Politécnico Nacional, na Cidade do México.

 

Ana Teberosky

Ana Teberosky nasceu em Buenos Aires no ano de 1944. Pedagoga e doutora em psicologia e docente do Departamento de Psicologia Evolutiva e da Educação da Universidade de Barcelona, ela também atua no Instituto Municipal de Educação dessa cidade, desenvolvendo trabalhos em escolas públicas.

LEIA MAIS sobre o PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO,

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PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

 

Breve Resenha do livro Psicogênese da língua escrita

Nesta obra paradigmática, adotada em todo mundo, as autoras utilizam a psicolingüística contemporânea e a teoria de Piaget para demonstrar como a criança constrói diferentes hipóteses acerca do sistema de escrita, antes de chegar a compreender as hipóteses de base do sistema alfabético. Oferecendo um subsídio único para professores, psicopedagogos, lingüístas e todos aqueles preocupados com a educação eficaz.

Nenhum nome teve mais influência sobre a educação brasileira nos últimos 40 anos do que os da psicolinguistas argentinas Emilia Ferreiro e Ana Teberosky.

A divulgação de seus livros no Brasil, a partir de meados dos anos 1980, causou um grande impacto sobre a concepção que se tinha do processo de alfabetização, influenciando as próprias normas do governo para a área, expressas nos Parâmetros Curriculares Nacionais.

A obra das autoras – Psicogênese da Língua Escrita é a mais importante – não apresentam nenhum método pedagógico, mas revelam os processos de aprendizado das crianças, levando a conclusões que puseram em questão os métodos tradicionais de ensino da leitura e da escrita.

Estudo desenvolvido no final dos anos 1970, trouxe novos elementos para esclarecer o processo vivido pelo aluno que está aprendendo a ler e a escrever. A pesquisa tirou a alfabetização do âmbito exclusivo da pedagogia e a levou para a psicologia. “Mostramos que a aquisição das habilidades de leitura e escrita depende muito menos dos métodos utilizados do que da relação que a criança tem desde pequena com a cultura escrita”, afirma as autoras.

As autoras partiram do pressuposto da teoria piagetiana de que todo conhecimento possui uma origem e, pelo método clínico de Piaget, observaram 108 crianças e seu funcionamento do sistema de escrita. Elas queriam entender como as crianças se apropriam da cultura escrita, criando a obra intitulada de Psicogênese da Língua Escrita, introduzida no Brasil por volta dos anos 1980.

Trecho do livro”Se o professor é capaz de oferecer uma ajuda efetiva quanto à diversidade das situações de uso, a criança poderá aprender, por meio desse uso, as regras de funcionamento da linguagem escrita. O principal propósito, na nossa experiência, é ajudar os professores na interpretação das respostas das crianças e na programação de situações de aprendizagem. Por isso, antes de discutir o que é que os professores podem e devem ensinar,parece-nos importante saber quais são as ideias e os conhecimentos das crianças e quais expectativas podemos ter para proporcionar, depois, situações de ensino e aprendizagem.”

 

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Referências bibliográficas

AZENHA, Maria da Graça (1993). Construtivismo: de Piaget a Emilia Ferreiro. São Paulo: Ática.

 

FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana (1985). Psicogênese da língua escrita. Tradução de Diana M. Linchestein et al. Porte Alegre: Artes Médicas.

 

MELLO, Márcia Cristina de Oliveira. Um estudo sobre o pensamento construtivista de Emilia Ferreiro sobre alfabetização. Marília, 2003. 175 f. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Estadual Paulista de Marília.

________________________. O pensamento de Emilia Ferreiro sobre alfabetização. Revista Moçambras: acolhendo a alfabetização nos países de língua portuguesa, São Paulo, ano 1, n. 2, 2007.

 

MORTATTI, Maria do Rosário Longo (2000). Os sentidos da alfabetização: São Paulo1876/1994. São Paulo: UNESP; Brasília: MEC, INEP, COMPED.

 

TEBEROSKY, Ana (1990). Psicopedagogia da linguagem escrita. Tradução de Beatriz Cardoso. 3. ed. São Paulo: Trajetória Cultural.

Aguardo sua PARTICIPAÇÃO com comentários, dúvidas, CURTA e COMPARTILHE CONHECIMENTO!

Post Author
Daniela Trigo

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